31 de março de 2005

Bases de Dados I

Uma das áreas em que me tenho empenhado diz respeito ao tratamento de dados na área das humanidades, nomeadamente na Arqueologia. Sem ter qualquer formação específica nessa área, fui investigando a aprendendo conceitos respeitantes à estruturação de bases de dados simples e relacionais, tendo sempre em conta que essa estrutura se deve moldar aos dados e não os dados à estrutura. Assim procuro um modelo, cujo ensaio já apresentei num "post" anterior que, além de racionalizar a informação, seja suficientemente flexível às necessidades dos utilizadores. Evidentemente que não podemos esperar uma aplicação completamente "maleável" pois, para que funcione, tem que existir uma espinha dorsal que, por si só, é inflexível. No que respeita ao Prospector, aquele modelo que atrás falei, só ainda não está pronto porque esta é uma actividade lúdica, e o tempo não tem sobrado. No entanto, julgo que posso partilhar algumas coisas que aprendi, contribuíndo para a aplicação informática na ciência arqueológica. Mas para isso gostava de perceber melhor qual o tipo de software que se vem utilizando por estas terras. Assim, se julgarem pertinente, colaborem vontando no inquérito que se segue... assim poderei orientar as minhas sugestões de uma forma mais eficaz. Obrigado, desde já...

O que ando a reflectir...

Este "post" refere-se a um conjunto de perguntas que tenho a colocar sobre os Gabinetes de Arqueologia, mas para as quais ainda não consegui uma resposta satisfatória. Que tipo de integração, numa estrutura camarária, deve ter um Gabinete de Arqueologia. Deve integrar-se na área cultural ou de planeamento? No caso de não dever integrar-se especificamente em nenhuma destas áreas, que tipo de relação deve mantêr com ambas? Terá vantagem a sua integração numa estrutura museológica existente? Ou deverá mantêr-se no mesmo nível que o museu, mantendo uma relação estreita. A filosofia primordial de um Gabinete de Arqueologia deverá ser a prevenção ou a investigação? Será que através da investigação se consegue a prevenção? Ou pela prevenção se chega à investigação? Neste momento, afigura-se-me que todas as respostas possíveis são válidas, situando-me na encruzilhada... que caminho escolher? Não seria altura de se organizar um evento de reflexão acerca das diversas experiências já existentes?

29 de março de 2005

1º Encontro de Arqueologia Transmontana

Nos dias 18 e 19 de Março realizou-se na cidade de Mirandela um conjunto de conferências sobre os espaços arqueológicos em Trás-os-Montes. Foi um evento a meu ver muito importante para dar a conhecer o que se faz de arqueologia por esta zona! Neste falou-se das várias investigações e projectos que se realizaram e outros que se estão a desenvolver nos distritos de Bragança e Vila Real. Espero que mais eventos deste género se repitam!

28 de março de 2005

Fedor M. Dostoïevski

Na semana passada tive o prazer de ler um pequeno livro de Fedor M. Dostoïevski: A Submissa! Em poucas páginas Dostoïevski descreve uma relação intensa e no mínimo estranha entre um homem e uma mulher! Parece-me uma boa sugestão para um fim de tarde!

24 de março de 2005

O w.bloggar e os "post's" sem recurso ao interface do Blogger

Continuo na senda da descoberta do mundo bloguístico. Desta vez trata-se de um aplicativo freeware, que se instala no nosso computador e a partir do qual podemos de forma automática actualizar o nosso blog com um post novo, evitando o uso do browser de internet para o fazer. A configuração é muito simples. Depois da instalação, inicia-se um "guia" que nos solicita duas ou três informações acerca do nosso blog, ficando imediatamente disponível para uso. Permite configurações de letra, inserção de imagens e links, além de se poder editar post's anteriores. Outra utilidades é a possibilidade de alterar a estrutura física do bolg. E cá está o resultado, pois este foi colocado do o w.bloggar v4.00. Os interessados podem fazer o download a partir daqui.

Quem é vivo! Sempre chega a escrever!

Olá a todos os caquistas! Certamente repararam que neste blog também me (Calaico) foi amavelmente endereçado o convite de poder contribuir neste bolg com algumas ideias... Daí que queria antes de mais agradecer publicamente o referido convite! Porém queria também pedir desculpas por ainda não ter colocado nenhum post, mas... Os dias parecem curtos com tanto que fazer! Espero organizar melhor os meus próximos dias de modo a poder partilhar convosco algumas ideias! De qualquer modo ficam (escritas apressadamente) estas palavras e um sincero agradecimento a todos aqueles que veem na internet um meio de exposição de ideias e de discussão de temáticas como um modo dar novos mundos ao mundo e abrir novas portas a esta ciência (arqueologia). Um bem haja! Calaico

22 de março de 2005

O Novo Caco

Bem, como hoje não tinha nada que fazer, dediquei-me à personalização do "O Caco". O aspecto anterior até era agradável, mas não tinha o cunho pessoal... este, agora, até pode ser menos rico em termos gráficos, mas é o fruto do suor de um dia de trabalho em que aprendi a compreender as "tag's" do Blogger e inseri-las num código html. Foi uma experiência enriquecedora. Agora falta melhorar o grafismo, e ver se existem alguns erros de configuração, mas hoje já me doem os olhos de tantas horas passadas no computador. Espero que gostem.

20 de março de 2005

Revista Portuguesa de Arqueologia

Foi com imensa tristeza que verifiquei que a Revista Portuguesa de Arqueologia, no sítio do IPA, deixou de estar disponível em formato Pdf. Agora o que nos apresentam é um texto, sem formatação, atabalhoadamente disperso numa página em formato Html. Certamente serão os frutos da crise, que por sinal é só para alguns (vejam-se os lucros fabulosos das principais empresas nacionais). Mas de qualquer modo existem soluções baratas, mesmo gratuitas, para se publicar um ficheiro em formato Pdf. Por isso, sugiro um aplicativo, cuja licença é GNU General Public License, gerador de Pdf's a partir de ficheiros do Word, e outros aplicativos, através do envio de um trabalho de impressão para a impressora virtual, por ele criada. O seu nome é PDFCreator e além de gerar os pdf's permite estabelecer medidas de segurança como a supressão da possibilidade de cópia e impressão do texto e imagens, assim como haver a possibilidade de apenas permitir visualização do ficheiro mediante a inserção de uma Password. Além disso, tem a vantagem de ser completamente gratuito. Carregue aqui para fazer o download. Ora, certamente que os autores dos textos os entregam num ficheiro do Word, ou de qualquer outro processador de texto. A solução passaria pelo desenvolvimento de um modelo, a partir do qual se estabelecia a estrutura do artigo. A paginação nem necessitaria de coincidir com a original, pois as citações indicariam que foi consultado o artigo em versão electrónica. No entanto ainda vamos tendo os artigos, mesmo em Html atabalhoado, como alternativa aos 40€ que custa o último volume da Revista, que convínhamos é algo fora do alcance da minha bolsa e da de muitos. Tudo bem que se tratam de grandes volumes, mas comparando o seu preço com o de números anteriores, a diferença salta à vista. Qual é o critério para o estabelecimento dos preços? Sei que dificilmente esta solução terá eco, ou ouvidos que a ouçam, mas ao menos fico de bem com a minha consciência, mas triste… Será que devo enviar um email ao Presidente do IPA?!?!?!?

12 de março de 2005

Sugestão para o fim-de-semana

Tive a oportunidade de ver o filme do álbum "The Wall" dos Pink Floyd, seguramente uma das melhores produções musicais e cinematográficas de sempre, e uma autêntica tese acerca da psicologia social, com a duração de 1 hora e 35 minutos. Para quem quiser pensar e reflectir sobre estas questões fica esta sugestão. Se ontem o apelo era para que fosse um dia de paz, o apelo de hoje é que os dias que nos esperam também o sejam.

10 de março de 2005

"High-Tech" e "Low-Tech"

Antes de mais peço desculpa pelos estrangeirismos. É que assim fica mais bonito! O Marcos Osório, no post “405. Upgrade da raça do salteador arqueológico” do seu Arqueoblogo, refere o rejuvenescer da actividade “salteadora” dos sítios arqueológicos, agora com recurso à mais alta tecnologia no que diz respeito à sua detecção e dos seus artefactos. Desde essa altura que rumina no meu pensamento esta questão. Apesar de estar regulamentado, será legítimo a um arqueólogo recorrer a este tipo de aparelho nas suas prospecções? E no caso de o ser, qual é a atitude de um arqueólogo quando detecta algo… abre um buraco para ver o que é? Localiza todos os sítios “sensíveis” e a partir daí inicia a escavação? Sinceramente são dúvidas que me assaltam. Se tal aparelho está associado ao salteador, ao usá-lo, mesmo bem intencionado, não estará o arqueólogo a tornar-se num deles? Existem arqueólogos que o usam? São questões para as quais não tenho resposta… apenas sei que nunca usaria tal aparelho! Outra questão de “High-Tech” ou “Low-Tech” é o uso dos recursos informáticos para fazer “terrorismo” electrónico sobre aqueles que o usam como um recurso sério de divulgação e informação. Foi por essa razão que o fórum do IPA fechou, pois foi tal a ruindade que ali se instalou que se tornava impossível a um organismo público mantê-lo. É que sob a máscara de um “apelido”, existem pessoas que se permitem fazer comentários que nem ao diabo lembra… veja-se o que aconteceu no Idanhense, onde o seu dono, ao denunciar (uma irregularidade) um conjunto de situações que lhe foram sensíveis, foi assaltado por uma vaga de comentários no mínimo vergonhosos, tornando-o, quase, no primeiro "lapidado electrónico" da história. Infelizmente cheguei à conclusão que existe gente que vive muito mal com a sua própria vida e vem descarregar as suas frustrações nos outros. Definitivamente o “High-Tech” não é para todos, devendo aqueles que o não sabem usar ficar-se pelo “Low-Tech”.

5 de março de 2005

O Henrique

Bem, mais um amigo para escrever neste espaço. Espero que o Henrique enriqueça este blog com as suas ideias e pensamentos. Bem-vindo Henrique.

Agradecimento

Boas Tardes!! Desde ja agradeço ao meu amigo Alexandre o convite que me fez para participar neste forum! Um grande abraço

3 de março de 2005

Já agora...

Estou a fazer um trabalho sobre tecnologia medieval, nomeadamente sobre a tecnologia aplicada à feitura de armamento na Idade Média. No entanto, talvez por falta de experiência nestas andanças, tenho tido alguma dificuldade em encontrar bibliografia respeitante às técnicas mineiras e metalúrgicas dessa época. Alguém me pode dar uma luz?? Agradecia do fundo do coração... Podem deixar nos comentários ou enviar-me um email para mim.

!!??Gabinete de Apoio aos Gabinetes!!??

Peço desculpa, mas tenho que colocar isto no Caco... e não tenho mais palavras, restando-me apenas ficar embasbacado a olhar para o monitor...

Leituras

Esta “coisa”, é algo que me acompanha no dia-à-dia e que para muitos não passa de espírito de contradição. Esta “coisa” vence-me sempre, mesmo quando não quero saber mais, atrai-me o que está do lado de lá. A necessidade de compreender aqueles que “nos opõem”, saber as suas motivações, sonhos e desejos, é algo que desde muito novo me motiva. E assim é! Estando numa fase em que a leitura recai sobre o período medieval, e após leitura dispersa em “tratados” da história sob a perspectiva ocidental, como refere a Edzná no “post” anterior, enquanto passava, hoje, os olhos pelas estantes da Biblioteca Municipal da minha terra de nascimento, deparei-me com o nome de Amin Maalouf, num livro chamado “As Cruzadas vistas pelos Árabes”, da Difel. Este nome, Amin Maalouf, já não me era de todo estranho, pois a sua existência já me tinha chegado através do Arqueoblogo do Marcos Osório. Como nunca tive grande contacto com o lado de lá da Idade Média, resta-me perguntar, existe algum destes autores muçulmanos que relate a presença deste povo na Península Ibérica? E já agora, que se pode dizer do tipo de ocupação muçulmana acima do Mondego? Mal leia este Amin Maalouf, vou dedicar-me à leitura de um livro de João Gouveia Monteiro, com o título “A Guerra em Portugal nos Finais da Idade Média”, da Notícias Editorial.E já chega, senão daqui a pouco ainda me confundem com um Senhor e Tal…

2 de março de 2005

Historia (as) e a Perspectiva Eurocêntrica

Ao efectuar um estudo sobre o papel histórico da Ásia e da Europa na formação de um sistema económico mundial entre os séculos XVI e XVIII, deparei-me com uma problemática pertinente, que apesar de ser talvez já de “senso comum” e mesmo frequentemente analisada achei interessante partilhar, “Historia” ou “Historias”. E ainda a forte ligação da Historia com o cariz Eurocêntrico dos Historiadores e Investigadores. Debrucei-me então sobre algumas das mais importantes obras relacionadas com esta questão, e após alguma leitura constatei que desde Karl Marx e Max Weber, a Fernand Braudel a investigadores como Immanuel Wallerstein o Sistema Económico Mundial, surgimento e sua dinâmica é perspectivada de uma forma Eurocêntrica, na qual a Europa é sempre excepcional e a única “capaz” de provocar tais importantes acontecimentos, como o surgimento da Economia-Mundo. A nítida segmentação da complexa realidade económica mundial é flagrante na abordagem destes investigadores! Tentam desfragmentar ao máximo todos os pormenores que envolvem o sistema económico mundial, na tentativa de facilitar a sua análise, mas no entanto, o que acontece é que o simplificam e esquematizam. Mas à sobrevalorização da Europa, em autores como Andre Gunder Frank, contrapõe-se uma sobrevalorização do mundo Asiático, demonstrando o total “desprezo” pelo cariz eurocêntrico das teorias comummente aceites sobre a realidade económica do sistema mundial. Delineavam-se assim, ao longo da minha leitura dos referidos autores, várias “verdades”/perspectivas (“historias”) sobre a suposta “realidade” (“historia”) que devia analisar. Surgia então a questão: mas afinal o que aconteceu?! Tratava-se claramente de um tema que devia ser abordado de forma diversa, já que não me era exequível efectuar uma estudo concreto e objectivo de todo o processo do sistema económico Asiático e Europeu. Não me era possível, portanto, falar do assunto de forma única! O que responder?! Como me apareciam várias “realidades” sobre uma única “realidade”, tentei transmitir de certa forma as várias perspectivas sobre o objecto em estudo, expondo algumas contidas opiniões próprias! Mas será que com isto respondi à pergunta (“o papel histórico da Ásia e da Europa na formação de um sistema económico mundial entre os séculos XVI e XVIII”)?!?